COVID-19 – O IMPACTO DO VÍRUS NAS REDES DE FRANCHISING
A pandemia do Covid-19 está a causar um enorme impacto na economia portuguesa e o franchising não foge à regra.
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A situação vivida em todo o mundo é alarmante, é certo. As empresas, assim como as pessoas, devem estar solidárias e respeitar as medidas adotadas na prevenção da transmissão deste vírus que, como percebemos, é rápido e perigoso, sendo que este estado de pandemia pareceque ainda irá durar.
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Todos os dias temos acompanhado a evolução da situação e, inevitavelmente, já sentimos os seus efeitos nos nossos negócios, sejam os franchisadores, franchisados ou qualquer empresa que opere dentro ou fora do mercado do franchising.
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Cada dia que passa, mais sentimos o impacto do vírus diretamente na economia nacional, e as primeiras perspetivas sobre o futuro de todos, na realidade, não são as mais animadoras.
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Neste momento importa-nos a todos nós estarmos protegidos, e a segurança das pessoas é primordial para que possamos encarar o futuro com outra força e outra agilidade. Cabe-nos a todos prevenir o aumento da disseminação a que diariamente assistimos. O futuro da nossa economia a todos diz respeito e a preocupação que hoje sentimos não deve ser descurada nem desleixada, mas sim enfrentada com frontalidade e coragem.
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Com a previsão de uma retração em toda a nossa economia, o franchising não será deixado de parte e forte impacto nas marcas e respetivas redes de parceiros vai ser sentido. Já assistimos ao encerramento de unidades em diversos setores, ao adiamento de decisões de abertura de novas unidades e ao cancelamento de publicações e certames nacionais e internacionais, que estavam já no calendário de muitas das marcas, e que eram ferramentas essenciais ao bom funcionamento e desenvolvimento das redes. Agora, é prioritário encontrar as alternativas e, em muitos dos negócios que conhecemos, pensar na sua readaptação e reinvenção para o futuro, neste mundo que não mais será como o conhecemos até há um mês atrás.
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A redução do volume de negócios é uma consequência que as marcas em geral já enfrentam, e de forma imediata. A redução da procura, devido às limitações impostas à circulação das pessoas e ao subsequente encerramento de centros comerciais e lojas de rua, teve como consequência imediata esta quebra abrupta. As entregas e o atraso das mesmas por parte de fornecedores essenciais ao desenvolvimento das atividades das marcas também impactam o normal funcionamentodas unidades.
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Um outro impacto que já é sentido é a menor facilidade de comunicação entre colaboradores das marcas, e aqui sente-se principalmente a dificuldade em comunicar com potenciais franchisados e novos clientes. Se, por um lado, temos sentido as pessoas mais disponíveis para a comunicação digital, também é verdade que as mesmas estão menos sensíveis ao investimento e ao risco.
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Assim sendo, temos a certeza que esta pandemia Covid-19 nos faz refletir que importa agora focarmos e procurarmos uma solução coletiva para as empresas, diminuindo o impacto que já se sente.
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Devemos adaptar-nos muito rapidamente a esta nova realidade e encarar com otimismo esta nova forma de trabalhar.
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Com o tempo, a situação económica tenderá a normalizar, e tanto mais rápida será esta normalização quando mais rapidamente, e em conjunto, estancarmos esta perigosa proliferação do vírus. No imediato, o recorrer às linhas de apoio às empresas sugeridas pelo Governo podem ser também um suporte, devendo, no entanto, ser tomadas decisões informadas que não condicionem a viabilidade da tesouraria das empresas num período de retoma.
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Muitas das marcas que operam em regime de franchising, nas mais diferentes áreas de atividade, do fitness à restauração, começam com alguma rapidez a procurar alternativas para manter o seu negócio e a sua rede ativa e em funcionamento. São diversos os casos conhecidos, entre várias empresas de franchising, de desenvolvimento de áreas de take-away, entregas ao domicílio, aulas digitais e formações online, como forma de poder ainda manter atividade.
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A questão do contacto permanente com os clientes é primordial, para que os mesmos não se sintam ainda mais isolados e para que a marca não seja esquecida, pelo que a comunicação permanente é um esforço que não deve ser descurado.
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As marcas devem aproveitar este momento para apostar também na formação e valorização das suas equipas e a oferta tecnológica existente é um precioso aliado neste sentido.
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Independentemente disso, sugerimos que as marcas, dentro do possível, mantenham as suas equipas, evitem novas contratações e investimentos desmesurados em novos desenvolvimentos. Neste momento, mais do que nunca, a boa gestão é uma obrigatoriedade que nos ajudará mais ou menos a atravessar este momento. Não desperdicemos recursos que poderão vir a ser extremamente necessários.
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Assim sendo, o que mais importa agora é unir esforços para diminuir o impacto deste vírus que ainda agora nos atingiu e adaptar o possível no nosso negócio para que o distanciamento social seja mantido.
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Em algumas das redes, a suspensão de encomendas desnecessárias (uma vez que as unidades estão encerradas), isenção de royalties e taxas de publicidade, apoio na gestão das unidades franchisadas e um reforço na comunicação da marca e respetivas unidades, podem ser receitas para franchisadores e franchisados enfrentarem o futuro com maior otimismo.
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Ultrapassar esta crise que ainda agora se faz notar, não tem um segredo ou fórmula mágica. A melhor solução é a proteção do negócio e das pessoas, comunicar e não desaparecer, preparar para adaptar ao que aí vem e, sobretudo, encarar o futuro com otimismo.
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Por, João Nuno Ferreira
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